Em um primeiro momento, anos atrás, ficou evidente que as intranets ofereciam benefícios diretos para a área de departamento de pessoal, na medida em que potencializa a utilização de uma lógica de auto-serviço (self-service), otimizando processos. São ótimas oportunidades de redução de custos, oferecendo boas oportunidades para se calcular o tão almejado Retorno sobre o Investimento (ROI).
Mais recentemente, com o amadurecimento do mercado, surgiram casos mais avançados, que mostram que também cabe ao RH assumir um papel como ator na elaboração das estratégias que a empresa define para sua intranet – e na promoção e no fomento da colaboração.
No momento em que o capital intelectual é valorizado como o principal ativo das empresas, tem surgido uma busca frenética por mobilizar as pessoas, estimulando a troca de conhecimentos entre os colaboradores, a fim de transformar o conhecimento individual em coletivo e aplicá-lo ao negócio. Basicamente, o que se busca é o fomento constante à inovação, que hoje é o real diferencial competitivo.
Portanto, a área de RH precisa enxergar as intranets como um dos principais instrumentos para estimular essa colaboração. A intranet avançada (que muitos chamam de portal corporativo ou portal do conhecimento) é um ambiente colaborativo por excelência, pois sua estrutura em rede não conhece barreiras e consegue alcançar a todos na organização, mesmo que dispersos geograficamente. Além disso, há um sem número de ferramentas que o mercado oferece – blogs, fóruns, chat, wikis, comunidades – e muitos deles ganharam força com o advento da web 2.0.
Contudo, já se sabe que a ferramenta sozinha não leva ninguém a lugar algum. É preciso pensá-la como “tecnologia aplicada a” – deixando claro seus objetivos.
Mas, afinal, qual a área da empresa que realmente entende de gente? Fazer essa ponte com a tecnologia e introduzir o fator humano no processo é um papel que cabe ao RH.
Essa participação mais direta implica, inclusive, em assumir um papel muito mais ativo em um pilar que hoje, sabemos, constitui fator crítico de sucesso para o avanço das intranets: a governança. A mudança já está em andamento: nos comitês de governança, sejam eles estratégicos ou táticos, o RH precisa deixar de ser mais um convidado para assumir a função de um dos atores principais. Ou seja: além de área cliente, o RH é também um gestor fundamental para que os ganhos da colaboração aconteçam de fato.
Portanto, nada mais natural (e urgente) que a área especialista esteja no “núcleo duro” das principais decisões estratégicas, onde se define como apoiar o negócio e o que priorizar na intranet para torná-la uma efetiva ferramenta de trabalho.
No Prêmio Intranet Portal, fica cada vez mais evidente a relação entre intranets avançadas e a participação ativa do RH, contribuindo com as competências que lhe são típicas para o sucesso das iniciativas vencedoras. Isso significa que muitos já despertaram para essa realidade – o que representa mais um espaço onde a área de Recursos Humanos pode agregar valor para o negócio. Bom para o profissional, bom para a intranet, melhor ainda para a empresa.
Sobre o autor
Fernando Viberti é Diretor do Instituto Intranet Portal e sócio da Conteúdo Online.
EM TEMPO: não perca o workshop do dia 16/6/2011, em São Paulo, quando Gisela Kassoy, ao lado de Ricardo Saldanha, mostrarão como colocar as intranets a favor do RH. Detalhes e inscrições na página do curso.
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Como o RH se posiciona na governança da intranet da sua empresa? Você concorda que essa área precisa estar mais engajada, como sugiro no artigo? Aguardo seus comentários! :)